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Aprenda a pescar os peixes grandes no oceano de Big Data

24 de Agosto de 2017

Topics: comunicação inbound


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O diretor de marketing e comunicação chega na empresa cedinho na segunda-feira e vai se encontrar com os amigos em torno da cafeteira. O papo é sobre os resultados do futebol do fim de semana com a inevitável gozação em cima dos perdedores. Nesse momento, o Whatsapp do diretor dá uma piscadinha. É o CEO que leu uma matéria no caderno de tecnologia do domingo e está com algumas ideias na cabeça. Então ele pede para o diretor dar um pulo até sua sala para avaliarem juntos as possibilidades. Atenção diretor de marketing: perigo, perigo!!! Prepare-se para não escorregar numa casca de banana tecnológica e fatal.

Digamos que o CEO leu no jornal do domingo sobre a revolução sendo provocada pelos chatbots no atendimento a clientes e no suporte de pré e pós-vendas. As companhias aéreas estão adotando em massa, bem como as empresas de telefonia e TV a cabo. No caso, seria uma empresa imobiliária, que trabalha fortemente com atração e engajamento de clientes pelos canais digitais via portal de negócios, aplicativos móveis e brand channels em redes sociais. O CEO ficou pensando se não seria um bom momento de criar um chatbot para auxiliar os possíveis clientes a encontrarem seu imóvel dos sonhos, ou ainda a consultarem o chatbot após a compra, para receber orientações sobre documentação, formalização da aquisição e quem sabe até ajudar no projeto de decoração. O CEO acredita que tem uma grande ideia e talvez seja mesmo. Mas, cuidado, se fosse tão simples assim, todos os concorrentes já estariam utilizando.


O ideal é que o diretor de marketing se informe antes, mesmo que seja necessário pedir um tempinho ao CEO para levantar mais informações. Numa reunião, agendada com um pouco mais de tempo, é possível convidar outras pessoas de áreas distintas para que o marketing consiga compartilhar as informações coletadas, propiciando um brainstorming interessante.

Nessa preparação, o diretor de marketing utiliza todo o "oceano de big data" da Internet à sua disposição. Mas, assim como ocorre no próprio oceano, não dá para mergulhar para ver os corais e os peixinhos coloridos sem estar preparado e treinado para usar um equipamento exploratório (máscara, pés de pato, vestes de neoprene, cilindro de oxigênio e muito treinamento). 


Os dados do big data podem ser estruturados (grandes bases de dados públicas, como os portais governamentais (ex: IBGE), dados de organizações não governamentais (ex: ONU), dados do Google Public Data etc.), ou não estruturados (vídeos, infográficos, animações), tudo isso disponível para quem tem o equipamento e o preparo para "minerar as informações" e depois interpretá-las.

Imagine os insights possíveis quando cruzamos bases de dados de mercado (ditas fontes secundárias), com as bases de dados internas (ditas fontes primárias)! Pense numa operadora de celular, que vende planos de voz e dados para seus clientes.  O que essa empresa não conseguiria oferecer em inovações para seus clientes, cruzando os dados de comportamento da população mais jovem (dados secundários), com os dados de uso do celular pelos seus clientes (dados primários) e com os dados sobre o comportamento online do cliente potencial, analisando sua jornada de busca de informações por meio de plataformas de marketing digital! O céu seria o limite em termos de poder de inovação e engajamento de clientes.

Mas, se é tão bom assim, por que todos os "grandões" não estão fazendo isso? Eles estão, porém são práticas novas, que demandam tecnologias e competências analíticas ainda caras e raras. Por isso, é essencial que o diretor de marketing pesquise mais sobre os chatbots e sua aplicação na indústria de negócios imobiliários antes de se expor perante o CEO. Mesmo sabendo que a sugestão do chefe é sempre boa, muitas vezes a melhor, mas se não tiver preparo,  facilmente pode virar "uma ideia de jerico", e é claro, quando uma ideia boa do chefe dá maus resultados, a culpa será sempre nossa. Cuidado para que o raio da inovação não caia na sua cabeça.