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Comunicação em tempo real: isto é viável?

6 de Setembro de 2017

Topics: comunicação inbound


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O termo “real time marketing”, ou melhor dizer apenas "real time", muitas vezes transmite a ideia de algo novo criado a partir da diversidade de possibilidades do meio digital e suas tecnologias disruptivas.  Porém, na década de 1990 já se falava em tempo real, quando os primeiros CRMs começavam a ganhar espaço, apesar de ainda muito limitados em tecnologia, para uma visão mais clara e concreta das coisas.

Real time e meio digital nasceram um para o outro. Sem a grande rede não existiria o acesso a tanta informação com rapidez, que permite avaliar e planejar ações consistentes e aderentes a marcas e produtos.

O mundo está cada vez mais conectado, o smartphone passou a ser o grande protagonista. Desta forma, as ações de marketing em real time, mais que ações criativas e assertivas, também são contextualizadas com o mundo real, identificando momentos certos e acontecimentos relevantes.

Mas será que as ações de marketing são usadas de maneira eficiente? O conceito é simples, definir uma estratégia de comunicação e executá-la atrelada a algum evento concomitante ao seu acontecimento. Porém, como funciona na prática? É feito?

Na maioria dos casos, o planejamento, a criação e a produção são realizados com muita antecedência, apenas a produção ocorre em tempo real. Então, é aí que uma área de inteligência de dados, mais uma vez faz a diferença. É necessário monitorar tudo, avaliar cada informação e a sua relevância e aderência, além das estratégias criadas, para assim definir qual é mais assertiva e que trará o melhor resultado para a marca e seus produtos. E por último, mais do que plataformas sofisticadas, o mercado precisa de profissionais treinados e mais experientes para tomar as decisões.

As estratégias e objetivos variam de acordo com o que está sendo monitorado. Isso ocorre, desde uma partida de futebol, evento de música ou um desfile de moda onde o início da ação está vinculado a algum acontecimento no evento que agirá como um gatilho da campanha. Ou seja, não é simples, requer muito planejamento e estrutura para que tudo funcione.

Mas tudo isso se dá em tempo real? Em alguns casos surge uma ilusão de integração na qual a ação aparenta interagir com o meio físico como se soubesse de tudo anteriormente. Um exemplo interessante é uma ação da British Airways na qual um outdoor, perto do aeroporto mostra uma criança olhando para os aviões chegando e informações do voos .

Mas o fato é, sem o meio digital e as tecnologias disponíveis isso seria praticamente impossível. Com o avanço vertiginoso da inteligência artificial é presumido que, em um futuro breve, robôs estarão monitorando tudo de forma constante para identificar oportunidades de marketing para seus donos. Provavelmente, criando as ações sozinhos a partir de algoritmos, poderemos ir além da Inteligência Artificial e uma base infinita de templates e informações proprietárias da marca ou garimpadas na grande rede. Neste momento, chegaremos no verdadeiro “Real Time Marketing”, mas sem a presença humana, estaremos em uma praia paradisíaca recebendo os relatórios e exclamaremos: “Parabéns Jarvis, a campanha está ótima!” Será?  

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