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Não reaja, aja!

    

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O tema deste post é PR, mas PR lato senso, relações públicas, não o PR de sentido restrito e usualmente designado como “assessoria de imprensa”. O PR moderno é “noline”, ou seja off-line e/ou online, ambos juntos e misturados, dependendo das circunstâncias e da estratégia de marca.

 

O PR lato senso tem dois objetivos:

  1. Manter a marca visível para seu(s) público(s), em quaisquer circunstâncias e em quaisquer plataformas.
  2. Melhorar continuamente a reputação da marca junto aos seu(s) público(s).

 

Mas, por que públicos e não público? Porque, na verdade, a marca tem que se relacionar de forma diferente com os diferentes tipos de público: o mercado (genericamente considerado como sinônimo de público), os clientes, os colaboradores, os investidores, os parceiros de negócios e os analistas de mercado. Eu prefiro utilizar, como alternativa a público, o termo stakeholder. Cada um desses públicos tem diferentes interesses e diferentes conhecimentos em relação à nossa marca. Portanto, cada um deles demanda uma estratégia, um plano de conteúdo e plataformas distintas de comunicação.

 

Qual desses públicos é mais importante? Depende. Se a empresa estiver numa fase pré IPO, por exemplo, falar para os investidores será sua prioridade máxima. Se o momento de mercado for de concorrência intensa, com taxas de churn (perda de clientes) crescentes, então a prioridade será falar com os clientes (visando retenção). E a festa continua, sempre numa dinâmica intensa e regida pelo mercado.

 

O PR mais antigo, tipo “assessoria de imprensa”, sempre foi reativo, do tipo perguntar para o cliente “quais as novidades da marca que você quer comunicar neste mês”. Ele tinha um foco mais off-line, visando levar a marca para a grande mídia: jornais, revistas, TV, rádio, mídia geral, ou segmentada. O foco aqui era o mesmo (visibilidade e reputação), mas com um nível de tangibilização muito baixo. Até hoje a métrica mais popular, e pouco útil, das assessorias de imprensa é a clipagem, ou seja, medir a centimetragem da exposição. Qual o significado disso para a marca? Imprevisível.

 

O PR do século XXI é pró-ativo, onde a agência de PR recomenda, momento a momento, os temas mais relevantes, as estratégias e as plataformas para atingir cada perfil de público, em função da sua jornada na busca da informação. E o PR moderno, como dissemos, é “noline”. Se a plataforma é online ou off-line não é o mais relevante. A relevância temática é dada pelos interesses do público e pela plataforma que ele frequenta em cada etapa de sua jornada: busca de informações, avaliações, preços e condições de entrega, serviços pós venda, etc. Esse novo PR está sendo denominado de “Data Driven PR”.

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E o Data Driven PR não é simplesmente expositivo, mas visa principalmente o engajamento do público com a marca. E engajamento não é one way, exige interação. O que nos leva a concluir que o PR moderno deve usar não apenas a mídia espontânea, como também a mídia proprietária (sites, blogs, portais, apps, lojas de e-commerce, brand channels em redes sociais), pois somente a mídia proprietária viabiliza o diálogo do público com a marca. Por meio do diálogo podemos medir o engajamento e a melhor métrica de reputação de uma marca é o engajamento de seu público.

 

Topics: assessoria de imprensa, gestão de reputação e visibilidade, agência de RP

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