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A transformação da mídia e o real impacto disso na comunicação da sua Marca

19 de Outubro de 2017

Topics: tendências, Planejamento de Marketing Digital


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A mídia como conhecíamos há dez anos mudou muito. Basta você entrar em uma grande livraria para perceber a redução dos espaços antes dedicados para as publicações impressas. Há uma percepção de que a mídia tradicional está morrendo. De fato, temos muitos títulos que desapareceram, porém, o que está acontecendo na verdade é uma grande mudança no modelo de negócios dos veículos, que com a Internet tiveram que se reinventar.


A mudança de hábito no consumo de informação foi a grande catalisadora desta revolução. De acordo com um estudo da Cisco, em 2020 teremos 70% da população mundial utilizando cerca de 5,4 bilhões de dispositivos móveis. Este número é superior ao número de pessoas que terão acesso à água potável, por exemplo. Isso significa que cada vez mais cada indivíduo terá a sua própria tela para se comunicar, se informar e, naturalmente, se relacionar com as marcas. Pense em como isso impacta a dinâmica da comunicação.

Hoje, a geração Millennial (18 a 34 anos), por exemplo, praticamente não tem mais o hábito de ler em papel. Uma pesquisa da Salesforce de 2016, com mais de dois mil consumidores americanos, mostrou que 78% dos entrevistados nesta faixa buscaram reviews online de produtos antes de decidir por uma compra.

O interessante é que 50% deles também confiaram no world-of-mouth para a tomada de decisão. Se você analisar a geração X (35 a 54 anos), o comportamento é parecido. 72% buscaram os reviews online e 42% o boca a boca. Ou seja, trata-se do casamento perfeito entre conteúdo e relacionamento, independentemente da geração.

Os grandes grupos de comunicação, que detém marcas cuja reputação e credibilidade continuam essenciais para o regime democrático e o mercado em geral, investiram pesado na transferência deste legado para o mundo digital.

Esta travessia é complexa e difícil, mas está acontecendo a passos largos. Se você quer conhecer um pouco mais destes novos modelos, vale dar uma olhada no modelo de negócios que o New York Times e a Editora Abril estão adotando. No Google você encontra bastante conteúdo sobre o assunto.


Falando em Google, por exemplo, gaste uns minutinhos avaliando a sua jornada diária de consumo de informação. Seguramente, você consulta o Google, o Facebook, Instagram, LinkedIn, Youtube, Twitter ou qualquer outra rede várias vezes ao dia. No caso do Facebook, por exemplo, certamente você lê notícias dos veículos “tradicionais” em seu feed. Ou seja, estes veículos, as chamadas plataformas estáveis, continuam sendo fundamentais na formação de opinião e informação ao público em geral.

Em um tempo no qual as Fake News se proliferam, ter a chancela de um veículo conhecido e respeitado é a sua segurança para se certificar de que você está consumindo informação séria, com o crivo das boas práticas do jornalismo (que em tempos de internet se tornaram ainda mais relevantes).


Desta forma, no momento de avaliar quais mídias são mais importantes para você trabalhar a sua marca e seus produtos e serviços, seja em uma estratégia de mídia espontânea, proprietária ou paga, leve em conta que o que mudou é o meio.

Esta discussão é importante dentro das empresas, pois ainda existe a percepção de que uma visibilidade na versão impressa de um veículo traz mais retorno. Considere o alcance e foco que o digital proporciona, além da tecnologia e métricas disponíveis.


Em tempo, não deixe de contar com o apoio de uma agência de PR que tenha essa visão integrada de estratégia de canais e conteúdos. Leve em conta que este cenário exige uma intensa produção de conteúdos multimídia, como vídeos, infográficos, motions, entre outros formatos que ainda vão surgir.

Boa sorte e capriche em sua estratégia!

 

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