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Afinal de contas, qual é a melhor empresa para se trabalhar?

7 de dezembro de 2016

Topics: Recursos humanos, Carreira


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A escola e a família me ensinaram desde cedo que eu deveria ser competitiva. Durante o ensino médio e o cursinho pouquíssimo se falava sobre satisfação na vida profissional. Pelo contrário, éramos educados a agir como tratores: dominar 1 ou 2 idiomas estrangeiros, fazer intercâmbio, ter conhecimentos de informática e entrar numa faculdade renomada. Se você tivesse algum talento como música, arte, ou esporte, deveria abdicar dele em algum momento para estudar para o vestibular. Afinal, jamais serviria como profissão.


Já na faculdade de Comunicação, lembro-me de minhas expectativas com relação ao mercado. Tudo o que eu pensava era que precisava trabalhar num lugar onde não necessariamente começasse com um salário alto, mas pudesse aprender bastante, trabalhar duro, rivalizar com concorrentes, fazer carreira e, em breve, antes dos 30, assumir um cargo de gestão com independência financeira. A pós-graduação tinha que estar concluída o quanto antes. Filhos? Só depois de percorrer todo esse caminho com louvor.

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Vivi quase tudo isso, mas por sorte não me tornei o que esperavam de mim. Sabe por quê? Tive a sorte de trabalhar com pessoas e empresas reais que tinham valores humanizados. Nem todas elas, é verdade. Mas foi esta divergência que me fez perceber em quais ambientes hoje em dia eu gostaria ou não de trabalhar. Vamos analisar então alguns pontos importantes para uma empresa a ser considerada a ideal sob o meu ponto de vista:  

Ambiente:
Imagine o que teria sido da minha vida se nos últimos 10 anos eu estivesse constantemente rivalizando ou desconfiando de todas as pessoas que trabalharam ao meu lado durante, no mínimo, 40 horas por semana, para poder subir de cargo na minha profissão? Péssimo, não é mesmo? E sabe o que é mais triste? Muita gente vive assim. Tudo começa com um ambiente saudável, o que nos leva ao segundo ponto.

Respeito e Valorização:   
O relacionamento social no trabalho é vital para trabalhar motivado e durante muitos anos na mesma empresa (me sinto grata, pois este é o meu caso). A empresa ideal precisa contratar seus colaboradores pelo seu comprometimento e potencial de fazê-la crescer. Isso significa estar aberta a receber pessoas diversas, como trans, negros, homossexuais etc. Inclusive, todos precisam ter as mesmas oportunidades para ocupar cargos de gestão.

Desenvolvimento profissional:
Mas, se ambiente, respeito e valorização são essenciais, esses valores são apenas contexto para aquilo que mais importa ao verdadeiro profissional: oportunidades de desenvolvimento. Esse é um mantra cantado pelo RH de todas as empresas, mas em quais delas isso é realmente algo em que podemos realmente acreditar? Só fomentam o desenvolvimento profissional as empresas que trabalham com planos de cargos e salários (com base na responsabilidade dos cargos e remunerados com base em pesquisa salarial), avaliações anuais para pautar os aumentos de mérito e as oportunidades de carreira e um sólido programa de capacitação, apoiando em um plano de treinamento interno e o estímulo à educação continuada (externa). Tudo isso se pode descobrir na entrevista de recrutamento que, a propósito, deve servir aos dois lados para avaliar a conveniência do "casamento" entre empresa e colaborador.

Carga horária:
Uma empresa que ganha um prêmio como o Great Place to Work (GPTW), por exemplo, compreende que devemos trabalhar em prol de nossos objetivos pessoais e sonhos. Sejam eles quais forem: comprar um carro, se casar, ter um filho, ou viajar para algum país distante. O trabalho nada mais é do que o meio para que esses objetivos sejam atingidos. Ou seja, não faz sentido explorar um funcionário obrigando-o a trabalhar muito além de sua carga horária, sem que ele possa ver o próprio filho crescer, ou se fazer presente em sua família. A empresa ideal permite que você seja capaz de conciliar a vida pessoal com a profissional. Afinal, a satisfação na vida profissional não está somente ligada ao salário ou carreira.

Responsabilidade Social e Voluntariado:
Pense bem: se você tiver que optar entre duas empresas idênticas em termos de oferta e salário, mas souber que uma delas promove campanha de doação de sangue, ou ações de caridade, qual delas será a de sua preferência? Parece pouco, mas é um grande diferencial. Com certeza aquela que pratica esse altruísmo tem um ambiente melhor, valores, e não está preocupada só com a lucratividade. Os funcionários contam com um relacionamento social no trabalho em prol de uma causa maior. Este também pode ser o momento para colocar em prática um dos seus talentos para auxiliar a sociedade. Sair da rotina para apoiar uma causa em que se acredita gera uma sensação de gratidão enorme.

*Por Anna Malatesta, analista de Comunicação Corporativa na RMA Comunicação



 

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