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Comunicação corporativa, humanização e construção de marcas

27 de Janeiro de 2014

Topics: comunicação corporativa, tendências, construção de marca, posicionamento de marca, assessoria de imprensa, agência de comunicação


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“Não se pode transmitir em palavras o amor puramente humano que pessoas sentiam por Mikhail Kalashnikov. Ele foi um verdadeiro patriota e, com toda sua alma, torceu por cada um de nós e trabalhou pela paz no mundo."

- Konstantin Busygin, diretor da empresa russa de armamentos Kalashnikov, em seu elogio fúnebre ao criador do fuzil AK-47, a máquina de matar mais eficiente do Século XX. 

Somos todos marcas. Se até para vender a imagem póstuma de alguém como Kalashnikov foi preciso humanizar o discurso, o que dizer sobre as marcas de nossas empresas?

O significado de um símbolo depende de onde ele se insere no contexto que está sendo vivenciado. Em outras palavras, no contexto em que viveu, em uma Rússia continuamente envolvida em conflitos, pode-se arriscar a rotular até mesmo Kalashnikov como um patriota e defensor da paz.

Por mais que às vezes não pareça, somos sensíveis à linguagem, pois é por meio dela (falada ou escrita) que construímos o significado, o sentido de nossas idéias a cada momento, em cada contexto. 

dialogo-marcas-consumidoresO que dizer, então, do momento e do contexto das empresas no atual cenário de mídia, caracterizado pela hiperconexão, pela fragmentação (cada um de nós é ao mesmo tempo agente produtor, editor e consumidor de conteúdo) e pela busca incessante e massificada, por parte das empresas, de exposição? A realidade é que comunicar-se de maneira humanizada nesse cenário não é apenas possível como absolutamente necessário.

Uma comunicação corporativa humanizada dá vida e personalidade às marcas, e tem o poder de transformar o relacionamento entre uma empresa e seus públicos. Ações de comunicação massificadas encontram cada vez mais resistência, porque hoje cada um de nós dispõe de ferramentas que nos permitem filtrar e buscar o que realmente nos interessa. Mais: expostos a décadas de comunicação agressiva e interruptiva, nos acostumamos a desconfiar do discurso corporativo e suas motivações. Logo, são as empresas que precisam se mexer para reconquistar a atenção e a confiaça de seus públicos.

 

Humanizando sua comunicação corporativa

Mas é preciso cuidado. Na ânsia de querer transmitir uma imagem moderna e descolada, muitas empresas investem no planejamento e na produção de conteúdo de valor, e algumas até atingem bons resultados, pelo menos do ponto de vista das métricas de comunicação que avaliam alcance e engajamento. Mas poucas dão a atenção necessária ao tom da comunicação, adaptando-o conforme cada perfil específico do público que desejam atingir. 

Em outras palavras, humanização da comunicação não significa necessariamente usar uma linguagem jovem, ou brincalhona. Humanização da comunicação significa entender a fundo quem é o seu público, quais são seus problemas, necessidades e expectativas, sua linguagem e canais preferidos. Pensando na abordagem usada hoje na sua comunicação corporativa, experimente fazer a si mesmo e à sua equipe as seguintes perguntas:

  • Qual o perfil do nosso público (faixa etária, grau de escolaridade, interesses, etc.)?
  • O que o público espera de nossa marca?
  • Como ele se comunica entre si? Que linguagem usa?
  • Que canais usa? Que ambientes digitais freqüenta, e como se comporta neles?

Por fim, vale lembrar que o diálogo é um dos elementos fundamentais na humanização de uma marca. Uma empresa que não está preparada - técnica e conceitualmente - para ouvir o que seu público tem a dizer e interagir com agilidade e transparência dificilmente terá bons resultados. Sua empresa está preparada para embarcar nessa onda?

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