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Comunicação corporativa: não grite, senão ninguém te escuta

28 de Janeiro de 2014

Topics: planejamento de comunicação, planejamento estratégico de comunicação, economia da atenção, comunicação corporativa, planejamento de comunicação corporativa, tendências, métricas, indicadores, construção de marca, como fazer um plano de comunicação corporativa


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*Por Augusto Pinto, Sócio da RMA Comunicação

Executivos e empresários foram educados para "cacarejar" sobre seus negócios. Passamos nossas vidas "vendendo nosso peixe" por meio da imprensa, campanhas publicitárias, web site de nossa empresa e, claro, em nossas apresentações de vendas, recheadas de PPT's. Porém, subitamente (ou talvez nem tão subitamente assim, talvez nós é que estávamos distraídos), nossa mensagem começa a se perder no mercado persa que se tornou a comunicação entre empresas e pessoas. Vivemos claramente uma época de déficit de atenção. Veja se a cena que vou descrever a seguir já aconteceu com você:

"Você entra em uma importante reunião de negócios, super bem preparado, com um set perfeito de PPT's coloridos para apresentar, dominando o assunto e totalmente confiante. Quando você olha a platéia vem a primeira surpresa: a maioria está na faixa dos low 30's, ou até um pouco abaixo. Todos olhando para algo em seus smartphones, que você não sabe bem o que é (Facebook, e-mail, SMS's, Twitter,...???). Nesse momento você se lembra de ter visto a mesma cena às 6 hs da manhã na academia, com os caras na esteira e o smartphone diante dos olhos. Desafio: como atrair e reter a atenção dessa galera? Não vou descrever o resto da reunião, mas a coisa fica ainda pior quando a parte mais sênior da audiência entra com seus notebooks e continua trabalhando durante sua apresentação, como se você não existisse." 
 
Pode não servir de consolo, mas isso não aconteceu só com você. E o problema fica ainda mais dramático quando a gente se dá conta que esse mesmo público quase não lê mais jornais, são impacientes e só se alimentam de pílulas de informação, privilegiando pesquisar informações na Internet (quando e onde quiserem) e por meio de suas redes de relacionamento. A coisa é tão rápida e violenta que recentemente os americanos publicaram o resultado de uma pesquisa apontando o envelhecimento progressivo dos usuários do Facebook. Os jovens estão preferindo outras formas de comunicação rápida em sua rede de relacionamento, como o Snapchat ou WhatsApp.

Como vamos continuar "vendendo o nosso peixe" para essa turma? Não adianta gritar porque os ouvidos deles estão tapados para a comunicação tradicional. Aqui eu tenho boas e más notícias para vocês. Talvez seja mais fácil se comunicar com um público hiper-conectado, do que era fazer comunicação sem conhecer o perfil do outro lado, cenário típico do século passado.

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Hoje é muito fácil entender o perfil do público, pois ele se expressa abertamente pelas redes sociais. Essa é a boa notícia. A má notícia é que monitorar redes sociais e escolher as melhores estratégias e canais de comunicação para cada perfil de público, não é nem intuitivo, nem simples. É preciso inteligência, baseada em software e análise de informações.
 
A comunicação ideal para o público com déficit de atenção deve ser curta e direta, na veia. Se alguém está interessado em saber qual o melhor software para Nota Fiscal Eletrônica em postos de gasolina, nem tente falar de ERP, ou explicar conceitos. É preciso ser direto e incisivo. Por trás deste fato, podemos ter um insight inquietante: a comunicação genérica, "one size fits all", não funciona mais. A boa comunicação corporativa deve ser interativa, baseada continuamente nos interesses do público, que mudam como os desenhos das nuvens no céu. O que fazer a respeito?
 
A resposta não é simples, nem cabe neste espaço, mas dá para dar uma pista. Aí vão algumas dicas, que podem ser utilizadas como uma receita de bolo (mas é de fubá, bem simples, porém não menos gostoso):


•  Não comunique nada, absolutamente nada, sem conhecer seu público-alvo.

• Conhecendo o perfil do público, descubra seus canais preferenciais de informação.

Planeje antes de comunicar.

• Monitore o resultado de todas as suas ações de comunicação. Sim, isso vai exigir a criação de indicadores e metas para serem comparadas com os resultados.

• Execute a comunicação como um ciclo contínuo e privilegie a inteligência.

• Se relacione com seu público.

Sua marca deve ser o tempo todo: transparente, coerente e útil para o público (por todos os canais, de forma homogênea).

É provável que você precise de ajuda, antes de entrar nessa teia, mas ela existe. Hoje existem poderosos softwares de monitoramento de mídias, que medem o interesse do público por cada peça de conteúdo que você publique, sistemas de Data Analytics para ajudá-lo a descobrir as pedras preciosas escondidas, e existem também agências de comunicação da nova economia, preparadas para ajudá-lo a desvendar esse novo mundo.
 
Anime-se! Depois que você descobrir o caminho das pedras, vai ser bem mais simples, mais barato e, especialmente, muito divertido.

*Artigo originalmente publicado para o Experience Club

PEC - Ebook - Como criar um planejamento de comunicação alinhado à estratégia de negócios

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